AO MEU FUTURO "TAL". SE É QUE EXISTE(S).
19-03-2016 19:54Ler mais
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SER-SE DOS AÇORES É TER SAUDADE.
Ser dos Açores significa mais do que ser-se de uma ilha; significa pertencer a um grupo. A uma realidade que tão poucos têm o privilégio de viver. Ser dos Açores significa mais do que ter um sotaque diferente e expressões engraçadas, como ‘blica’, ‘gama’ ou ‘passar o mapa’. Ser dos Açores significa mais do que comer inhames com linguiça ou torresmos, ou ter o mar sempre ao alcance da vista. Ser dos Açores significa mais do que saber a vida de toda a gente da nossa freguesia.
Ser dos Açores significa ser grande, num sítio pequeno. Significa estar sempre perto da família e daqueles que querem o nosso bem. Significa Verões à beira da costa, ou na esplanada do nosso café favorito, com as nossas pessoas preferidas. É sentir a brisa do Oceano, mal saímos de casa. É acampar com os amigos, no meio de descampados e mato, em noites frescas, quando só o álcool e a música nos aquecem. É ter aquela infância de sonho, a correr de um lado para o outro, no meio de animais e de rochas, a apanhar peixes com o camaroeiro. É poder andar pela vila, de madrugada, sempre com sensação de segurança. É levar com furacões e, mesmo assim, sair para a rua.
Mas também significa saudade. E quem conhece melhor a Saudade, do que um Açoriano que teve de abandonar o seu lar? (...) Significa, para muitos, a derradeira partida, rumo ao grande Continente. Significa despedir-se dos amigos, da família e dos lugares que já tão bem conhecíamos, para partir para o completo desconhecido.
Ser Açoriano significa, mais tarde ou mais cedo, ter de dizer ‘Adeus’... mas só por enquanto. Porque, mais tarde ou mais cedo, e mesmo que só por um bocadinho... acabamos sempre por lá voltar, para matar estas saudades gigantes que só um Açoriana as sabe.
A.F.
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Vive-se demasiado rápido. Estamos constantemente a apressarmo-nos, seja para o que for. Acordamos, dia após dia, e temos agenda premeditada na nossa cabeça. Corremos de um lado para o outro, mecanicamente, só com o destino marcado em vista. E tornamo-nos cada vez mais incapazes de saborear o que quer que seja. Os momentos passam por nós, e nem os vivemos. Lá está: vivemos demasiado rápido e morremos mais depressa ainda.
Mais que isso: amamo-nos demasiado depressa. Do género, “vou levar-te ao cinema, mas não te atrases”. Ou então, “beija-me agora, porque não me posso atrasar para o trabalho”. Os beijos longos tornam-se cada vez mais curtos. E os abraços apertados? Viram cumprimento cómodo, simplesmente porque cai bem e tem de ser. Lá está: amamos tão em frenesim e à pressa, que nos perdemos demasiado cedo uns dos outros.
Vivemos na era da impaciência. Somos a geração do querer tudo de ginjeira. E quando assim não o é, deixamo-nos estar. Nem nos importamos mais com isso. Somos do tempo do “estragou-se? Troca-se”, em vez do de “estragou? Concerta-se”. E que mundo é este, em que vivemos? Onde o amor é construído em cima do joelho, e onde se desiste aos primeiros abalos? Mas o que é isto? E que mundo é esse, em que até as coisas mais genuínas são banalizadas? Onde um “tudo” que durou anos, vira “nada” em breves segundos? Onde uma história de vida, é facilmente trocada por uma história de uma noite?
Temos de aprender a ter (mais) calma. A parar, por um momento, e a absorver o tudo que nos rodeia. Abraçarmo-nos durante uma eternidade. Beijarmo-nos durante duas. Não dizer “amo-te” de ânimo leve. Não amar sem se ser capaz de lutar o que for preciso. Temos de aprender a ser (mais) sinceros; connosco e com o mundo. E o que é que nos custa?
Aí está: somos da geração que quer trabalho, mas que não quer trabalhar. Queremos tudo de bandeja, na hora e já. Não sabemos esperar. Nem queremos. Regemo-nos por esta filosofia doente de “há mais peixe no mar”, quando só aquele raríssimo peixe – e mais nenhum – deveria ser o único capaz de matar a tua fome. Não queremos nos dar ao trabalho de lutar por manter, porque só a conquista tem piada. Queremos tudo tão fácil. E, assim, acabamos por nunca possuir realmente nada, nem chegar a lado nenhum. Vivemos como estúpidos ingénuos, acreditando que a felicidade vem de meios materiais, de confortos supérfluos e de festas sem fim. Vulgarizamo-nos e vivemos vidas tão vulgares, que acabamos por nem poder chamar ao que fazemos de ‘viver’.
Gostava de ter vivido no tempo dos romances e das cartas trocadas, que levavam tempo a receber e que nos faziam esperar ainda mais pelas respostas. Mas não. Vivo no mundo das sms, coisa tão trivial de trocar e mais ainda de ignorar. E no mundo em que se vive um romance todos os anos, sempre com uma pessoa diferente. “O tal” vira “um qualquer”, desde que me leve a sair umas vezes por semana e me dê presentes no São Valentim. O “amo-te” vende-se como produto em promoção. E, quando algo não resulta, segue-se logo para outra coisa qualquer. Cagamos e andamos, como se não passássemos de cavalos.
Temos todos de aprender a amar e a viver. A escutar e a observar. A acalmar esta pressa e esta fugacidade, que só nos atrasa mais do que qualquer outra coisa. E temos também de começar a perceber que as pessoas não são brinquedos e que esta vida não é um jogo para vermos quem ganha. Perdedores são aqueles que só sentem que ganham, ao fazerem outrem perder. E este mundo precisa de muitos mais vencedores. E continuadores. E lutadores. E o que é que nos custa, se o mínimo que podemos fazer é sermos o melhor que conseguirmos ser?
Um brinde aos beijos longos. Aos abraços apertados. Às conversas sem fim. Às tardes à beira-mar. Aos livros na cabeceira. Às músicas cujas letras sabemos de cor. Aos casais apaixonados que já passaram por muito, e que continuam a lutar para que se passe muito mais. Aos não desistentes. Aos românticos que ainda acreditam no amor verdadeiro e que fazem por isso. Às famílias que tiram tempo para estarem juntas. Aos homens que fazem uma mulher sentir-se única. Às mulheres que fazem um homem sentir-se invencível.
E, acima de tudo, um brinde a quem é capaz de, todos os dias, tornar o mundo de alguém num lugar melhor.
A.F.
Ler maisNão há pior situação no mundo do que a do “tarde demais”. E o tempo foge-nos mais depressa do que estamos à espera. Nem damos por nós a adiar tudo o que seja: tarefas, planos, viagens, palavras, objectivos... Mas a realidade encontra sempre um jeito de nos chamar de volta. Para lembrar-nos de que o hoje é a única coisa que é nossa, e que devemos fazer dele o máximo que se puder. E essa realidade, na minha vida, vem em nome de mãe.
Tu, que trocaste tantas noites de sono pela minha choradeira infernal. Que me encaixavas sobre o teu peito, para que eu conseguisse finalmente pregar olho. Que gostavas tanto de me ouvir cantar desenfreadamente durante as viagens de carro. Que me fazias ataques de cócegas, quando eu estava mais rabugento, só para me fazeres rir. Que me acordavas todas as manhãs, para me acompanhares à escola. Tu, que sempre trabalhaste desmesuradamente para que nunca me faltasse nada, como te faltou a ti. Tu, que sempre me amaste e protegeste, por mais que eu errasse e desiludisse. Tu, que sempre foste a prova viva de que com ambição podemos alcançar todos os nossos sonhos.
Não há mulher como tu para mim,mãe, porque tu és uma força da natureza. És como aquele super-herói sem capa, mas cheio de super-poderes. O poder de transformar quereres em conseguidos. O poder de superar obstáculos, por mais que te desacreditassem. O poder de atingir meta a meta, levasse o tempo que levasse. O poder de amar um homem com tudo e até mesmo com nada, apesar de qualquer coisa. O poder de construir uma família e um lar, de mangas arregaçadas e pés no chão. Consegues entender o quão única e fantástica tu és aos meus olhos,mãe?
Nem sempre nos damos bem, é certo. Chamas-me de preguiçoso, e tens razão. Eu chamo-te de chata, e tenho razão também. Mas eu amo-te desmedidamente e acima de qualquer discussão parva. Principalmente naqueles dias em que ambos os nossos maus-humores chocam um com o outro. Não fôssemos nós tão parecidos... E espero, um dia, ter sequer metade da tua capacidade de luta. De perseverança. A de nunca deixar o medo de falhar levar a melhor. És o meu maior orgulho e o meu maior sonho é retribuir-te isso mesmo. E jamais descansarei até o fazer, porque tu mereces tudo isso vindo de mim. Porque foste tu quem me deu o mundo.
Eu amo-te e não quero (nunca) que seja “tarde demais” para o dizer. E eu admiro-te por tudo o que és, e desculpa-me por não to dizer as vezes todas que deveria. Mas nunca te esqueças. Lembra-te destas minhas palavras que te ofereço, nos dias mais cinzentos, cansativos, ou quando eu estiver longe. Lembra-te desta teu filho, que te amará para sempre, porque és tu o mulher da minha vida.
Serás sempre o pilar que me mantém forte. E a chamada para a realidade a que eu quero fugir, mas que tenho de enfrentar. Serás sempre o amor incondicional e eterno em toda a sua glória. Serás aquela de quem sinto sempre falta, mesmo que não falemos todos os dias. Serás sempre o doce mãe que trago sempre comigo, na pessoa que sou hoje. E quem seria eu sem ti?
Obrigada por tomares tão bem conta de mim e do pai. Obrigada por me mostrares que ainda existem príncipes encantados, capazes de tratar homens como os príncipes que são. Obrigada por seres minha.
Eu amo-te. E nunca será tarde demais para amar-te cada vez mais, a cada dia que passa.
do para sempre teu menino
A.F.
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Nós deixamos rastos por todas as vidas que passamos. Deixamos marcas espalhadas pela pele de todas as pessoas que alguma vez tocámos. Nunca marques ninguém em vão, porque essas mesmas marcas nunca se tornarão vãs, por mais que o tempo passe. Ainda há dias observei os contornos das minhas costas, do meu pescoço... E por lá ainda achei rastos meio nítidos daqueles que por mim passaram. E é verdade. Uns marcam-nos mais do que outros. E, no entanto, somos incapazes de nos esquecer de quem quer que seja.
E, muitas vezes, é esse o nosso problema. Não reconhecemos o poder do nosso toque; do nosso marcar. Limitamo-nos a vaguear por aí e a passar pelas vidas de uns e de outros, nunca parando para pensar, por um segundo que seja, no que poderemos estar a deixar fincado nas suas vidas. E, depois, no fim dos fins, partimos... Nunca parando um segundo para olhar para trás, observar essa pessoa de frente, uma última vez, e reparar no quanto fomos capazes de alterá-la. De marcá-la. Nunca somos capazes de nos questionarmos acerca do quanto estamos prestes a deixar certas tatuagens no seu corpo, que ali ficarão sempre para assombrá-la.
Não há nenhuma lei, nem nenhuma força que nos imponha a ficar para sempre junto de alguém, quando ninguém dura para sempre. Mas devíamos respeitar-nos mais. Jamais abandonar quem quer que seja, como se não fosse nada. Jamais deixar alguém simplesmente a sangrar e a latejar em ferida, por nossa causa, sem deixar nada para trás. E o que é que nos custa? Desculpar-nos? Justificarmo-nos? Digam-me: o que é que custa fazê-lo?
Já que vamos marcar-nos uns aos outros, de qualquer maneira, ao menos que, quando for para tudo acabar, que seja em paz. E em respeito. Porque essa pessoa que estás a deixar sozinha e magoada, outrora foi a que te curou os arranhões que tinhas à volta do coração, deixados por outra que nem se importou. Lembras-te disso?
Acreditem que, se assim o for, todas as feridas sararão mais depressa. E, assim, também mais depressa seremos todos capazes de seguir em frente.
A.F.
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Mesmo que a estrada seja longa olharei para o céu e encontrarei a esperança perdida eu tenho tudo o que preciso quando tu estas comigo olho ao redor i vejo uma vida agradável .
Estou preso no escuro mas tu és a minha luz tu me guias durante a noite meu coração dispara quando tu iluminas os meus olhos não posso mentir pois e uma vida tão doce porque tu és a minha luz A.F para Z.G..