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EU....

22-07-2015 00:50

Eu........

Sou dono de uma verdade que não se traduz em palavras; sou inteligente, sei disso, mas minha inteligência não é capaz de iluminações nem de distribuir justiça.
Quando eu era menino, os mais velhos perguntavam: o que tu queres ser quando crescer? Hoje não perguntam mais. Se perguntassem, eu diria que quero ser menino.Não ligo que me olhem da cabeça aos pés... Porque nunca farão minha cabeça e nunca chegarão aos meus pés.
No final do dia, sempre do uma risada. E não perco essa minha estranha mania de ter fé na vida!

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

A.F.

 

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SAUDADE DE TI

22-07-2015 00:49

Tu......

Quando-me bate a saudade de ti eu respiro na imaginação de não ter teu calor tão próxima de mim;
Lembrando de ti esqueço-me das horas, mas mesmo assim o tempo continua parado;
Escuto uma melodia e os detalhes só me fazem pensar em ti com singelos desejos de estar ao teu lado;Já me acostumei com a saudade que tu deixa em mim.
Quando tu não está tão próximo de mim eu sinto falta de mim mesmo.
Sem ti eu tenho medo de mim mesmo, pois eu não sei esperar e meu coração se perde.
Fico descontente sem sentir a ti.

A.F.

 

 

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AMOR ?

22-07-2015 00:48

Vivo cada dia como se fosse o ultimo,Como todo mundo não gosto de cometer erros,ao qual na vida não tenho duas chances,
Se errarmos em uma palavra dita não podemos voltar a fita e recomeçar a editar o filme,Vivemos um filme,Se nós protagonistas errarmos,Seremos vaiados, muitas vezes com rancor.
Cometer erros todos cometem e todos sabem disso. Apontar os erros dos outros é fácil quando tu tens razão, mais fácil ainda é cometer eles inconsequentemente e difícil é perceber que é tarde demais para mudar alguma coisa. O importante é levar as consequências como experiência de vida, e usa-la para o futuro evitar cometer os mesmos erros. E lógico que evitar os mesmos erros não significa evitar novos erros. Aprender é essencial. SEMPRE. Humanos são humanos, eles mentem, eles traem, machucam, sangram, matam. E ao mesmo tempo amam. Mas, pelo que realmente vale morrer? O amor ?

A.F.

 

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CEGO ?

22-07-2015 00:47

Quem disse que o amor era cego Se foi através de um acaso olhar
Que conheci quem eu mais queria conhecer!
“Amores recordam-se e olhares nunca se esquecem!”
E este é daqueles que jamais me sairá da memória.
Para sempre ficou guardado o nosso primeiro olhar
Que, no mínimo penetrante e profundo,Uniu e abraçou dois simples corações.
Ficaram também registados cada um dos teus sorrisos,
Quando apaixonadamente me olhavas…,
Mas ficaram por registar as minhas palavras Que por estúpida timidez
O meu eterno silêncio preferiu calar.Porém só espero que este silêncio não mais perdure,Para que saia deste coração um entalado “Eu amo-te”,
E abrir espaço para uma nova pasta: a dos beijos!
Que a memória espera, ansiosa,Por encher até transbordar!
A.F.

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FIM

22-07-2015 00:47

Disse adeus, fui embora. Não olhei para trás. Passei uma borracha em tudo. Recomecei. Reinventei. Não sou mais o mesmo, mas continuo sendo tudo o que era antes, difícil entender, não ? Exactamente. É isso o que eu sou. Difícil de entender. […] Cuidei de mim, estanquei as dores exorbitantes, curei minhas feridas, coloquei band-aid. Chorei tudo o que eu tinha que chorar, fiquei seco por dentro. Fechei várias caixas de lembranças e guardei no fundo do meu armário. Mandei fora tudo o que podia me ferir. Fiz uma lavagem cerebral. Mudei. Perdoei. E voltei. […]

“Só eu sei o que é melhor para mim, às vezes é mais saudável chegar ao fim.”

 

A.F.

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DIZER O QUANTO ÉS IMPORTANTE

22-07-2015 00:46

Eu queria te acordar e dizer o quanto tu és importante para mim, das risadas contigo e de te fazer feliz, ser teu amigo pro que tu precisares, no meu abraço te proteger do medo para tentar não te ver chorar, os meu melhores beijos eu vou te dar, fazer te apaixonar por mim todos os dias para que tu nunca me deixes. E por final te amar e amar para sempre até tu te enjoares...

 

A.F.

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EVITAR

22-07-2015 00:45

Desta vez não vou evitar dizer que estás na minha cabeça só porque eu sei que a minha mente geminiana vai negar no dia seguinte, não fugirei de palavras bonitas porque quem diz não é uma pessoa perfeita, não arrumarei mil defeitos para brigar contra as novecentas e noventa e nove qualidades, não desviarei os meus olhos por medo de ter a minha mente lida, não sumirei por medo de desaparecer, não vou ferir por medo de te machucar, não serei chato por medo de te perder, não vou desistir antes de começar, não vou evitar a minha excentricidade, não vou anular por sentir demais e logo depois não sentir nada, não vou esconder em personagens, não vou contar a minha vida inteira em busca de ter realmente uma vida.
Desta vez não vou querer tudo de uma vez, porque sempre acabo por ficar sem nada no final.
Estou a apostar minhas fichas em ti e só para que saibas eu não sou de fazer isso. Mas estou neste momento frágil que não quero acabar. Fiquei menos estúpido menos racional, menos eu. E eu estou a aproveitar para tentar levar algo adiante. Relacionamentos que não saem da primeira página já me esgotaram, decorei o prólogo e estou pronto pro primeiro capítulo.

A.F.

 

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MEDO

22-07-2015 00:41

As pessoas mudam com tanta frequência, aquele que julgamos ser nosso amigo, não nos estende a mão quando caímos. Aqueles que julgamos ser nosso inimigo, pergunta se está tudo bem. Aqueles que julgamos nos amar, vira as costas para nós sem se importar. Aqueles que julgamos poder contar sempre, ri da nossa situação. Aqueles que julgamos poder rir da vida em sua companhia, ri da nossa solidão. Aqueles que julgamos que vai nos ouvir, não tem tempo para tal atenção. Aqueles que esperamos apenas um abraço, sem acusações, julga nossas atitudes. E entre tantas pessoas, a gente vai amadurecendo, crescendo. Chega um momento em que a gente descobre que nem todo mundo é como a gente gostaria que fosse. Nem todo mundo sente por nós o que a gente gostaria que sentisse. Nem todo mundo se importa com a gente da mesma forma como esperávamos. Mas, são nesses momentos que a gente passa a dar valor. Não em quem não merece. Passamos a dar valor em quem nos escuta. Tá sempre do nosso lado. Importa-se com uma lágrima derramada. Faz-nos rir de nós mesmos. Vem correndo ajudar quando pedimos ajuda. Essas pessoas sim são dignas do nosso amor. Amor de irmão. De filho. De amigo. São poucas essas pessoas. Mas felizmente, elas existem. Existem e fazem das nossas vidas mais felizes! Não tenha medo de amar. Medo de sorrir. Medo de demonstrar seus sentimentos. Pior não é demonstrar e mesmo assim perder a pessoa. Pior é não demonstrar e para sempre conviver com a dúvida se tudo poderia ter sido diferente! Dê valor às pessoas que você ama. Mas aquelas que merecem seu amor. E nunca sinta medo de dizer um "eu te amo" verdadeiro!

A.F.

 

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CARTA PARA TI

22-07-2015 00:41

Já não escrevia para ti há tanto tempo... Sei lá. Acho que depois de tantas cartas deixadas sem resposta, e tantos textos nunca entendidos guardados ao fundo de uma gaveta, simplesmente deixei de querer fazê-lo – escrever-te. Algo que outrora era a minha única maneira de chegar a ti. E talvez nunca sequer cheguei a fazê-lo; ou talvez sim. Quiçá?

E, no entanto, depois de tanto tempo – nem sei eu bem quanto -, cá estou eu a escrever-te de novo, apesar de ter-te dito incontáveis vezes que, para ti, as minhas palavras já estavam esgotadas. Mas como poderia isso ser possível, se o que sinto por ti nem se esgotou por completo?

Continuo a gostar de ti, apesar de todo o tempo que passou por nós. Mas, agora, é um sentimento diferente de outrora. Em dias, o amor que sentia consumia-me por completo; chegava a ser desolador e extremamente cansativo amar-te. Deixava-me fora de mim, porque eu fundia-me de tal modo em ti. Estava sempre atento a cada um dos teus passos e a cada uma das tuas atitudes, capazes de elevar-me aos céus ou de me levarem à completa loucura. Era um amor doentio que parecia nunca se saciar por completo. Esfomeado, bruto, insano.

Agora simplesmente admiro-te e por ti tenho uma enorme estima que jamais perderei. Olho para ti e sorrio, enquanto me vou recordando de todas as nossas aventuras passadas. Relembro-as a todas – uma e uma – e vou sorrindo para mim com saudade. Não aquela saudade que nos deixa em mágoa, mas aquela que nos preenche com um calor no peito. Que nos aquece. Que nos faz suspirar e pensar o quão genuinamente bons foram aqueles momentos. E de tão imaculados e puros que foram, são deixados no Passado para jamais serem repetidos. E, no entanto, mesmo sabendo disso, continuo a sorrir, porque foi uma honra tê-los vivido contigo.

Tenho orgulho em nós, apesar de ser a primeiro a admitir que sim, de facto, certas coisas deveriam ter sido feitas de outro jeito. Todavia, sei que nem eu, nem tu somos pessoas de arrependimentos. Tudo aconteceu como deveria ter acontecido. Tudo o que se passou trouxe-nos ao hoje. E a única certeza que tenho do ‘hoje’ é que continuo a ter-te na minha vida. E não será essa a melhor certeza de todas?

Escrevo-te esta carta simplesmente para saberes que, quando eu amo alguém realmente, jamais me esqueço dessa pessoa. E tu ficarás para sempre guardado comigo, neste cantinho do meu coração que se tornou eternamente teu. E eu quero-te cá. Eu gosto que aqui estejas, porque assim, naqueles momentos em que duvido que o amor existe, tenho-te a ti para me relembrares do quão real ele é.

Obrigada por seres quem és. Obrigada por continuares comigo. Obrigada por teres lutado pela nossa amizade, que é tão, mas vão valiosa. Obrigada por continuares a acreditar em mim, principalmente naqueles instantes em que eu deixo de o fazer.

E quem sabe o que nos espera em frente? Nem me interessa, na verdade. Só quero é que continues cá.

A.F. para F.A.

 

 

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NÃO ÉS POETA. MAS ÉS POESIA

22-07-2015 00:36

Tu nunca foste homem de poesias. E muito menos de prosas românticas, cheias de juras de amor eterno. Mas deixa-me dizer-te: que havia qualquer coisa no jeito com que bebericavas o teu café puro, logo pela manhã, enquanto os raios de sol te incidiam no rosto. Pausada e calmamente, enquanto miravas o nada, travavas goles minúsculos e lambias os teus lábios, logo em seguida. Como se nenhuma nesga de café te pudesse escapar. E a forma como te espreguiçavas contra o meu corpo, ao acordar, num desalinhar de cabelos e cobertores. Leve e serenamente, encostavas-te em mim, como se ansiasses que o meu toque fosse o primeiro. Nunca leste nem citaste os grandes poetas, mas tanto em ti transpirava arte.

Talvez pelo quanto apaixonado eu estava por ti. Pelas tuas manhas e pelos teus feitios. Mas havia qualquer coisa na maneira como te rias abertamente, tremendo pelo corpo todo. Como se toda a alegria de um certo momento tomasse conta de ti por completo. Sempre sentiste tanto. Até na forma como te ias abaixo, com tudo o que tinhas. Até naquele momento em que te roubei um beijo, numa noite qualquer gélida, e ao separar os meus lábios dos teus, te encarei a chorar. Tremias, mas não proferias qualquer som. Só o cair das lágrimas ao longo das tuas maçãs do rosto. Como se te tivesse roubado mais que um beijo, mas também quaisquer muralhas. Quaisquer barreiras que te pudessem esconder. E enquanto o teu lábio inferior tremia, eu beijei-te a face encharcada e encostei a testa à tua, para tremermos juntos. Nunca foste de prosas românticas, e muito menos de contos de fadas, mas muitos foram os momentos amorosos e genuínos que eu pude viver contigo.
Talvez pelo quanto apaixonado eu estava por ti. Por esse teu jeito calado e contido, como de quem não sente nem se importa. Mas eu sempre o soube: que se me deixaras entrar na tua vida, era por me quereres nela, acima de tudo. Nunca o disseste, mas eu sabia: tu amavas-me. Dessa tua maneira livre de promessas e juras de amor. E eu julgara que não haviam palavras para descreverem o quanto sentíamos um pelo outro, mas estava errada. Elas estiveram sempre lá. Escondidas por entre os meus lábios para morrerem nos teus. Concedidas em vislumbres de olhares e de gestos. As palavras, essas, estiveram sempre lá. Nós é que optávamos por um amor silenciado, que, sem nunca dizer nada, dizia mais que muitos outros.

Ofereceste-me um único livro, uma vez. Vinha encaixado debaixo do teu braço e entregaste-mo com timidez. Folheei-o num só dia. Retratava a história de um homem que amara o mesmo homem a sua vida toda. Por meio de peripécias e perdas, encontravam-se e desencontravam-se, ao longo dos anos. Ele encontrava outros, eu encontrava outros, mas nenhum lhes bastava. Eram egoístas por um amor sem retorno nem devolução. Amavam-se sem nunca o confessarem. Morreram, ambos, sem se terem vivido em pleno. E eu chorei por entre a madrugada, por me ter apercebido que também seria assim que nos iríamos perder. Um do outro, e do resto do mundo.

Ainda hoje, passado tanto tempo, sou capaz de achar-te na minha varanda, a bebericares o teu café pausadamente, e a lamberes os teus lábios. E ainda hoje te encontro na superfície da minha cama, a espreguiçares-te contra mim. E apesar de não seres homem de poesias, nem de prosas românticas, há qualquer coisa no jeito com que voltas. Nunca te anuncias, simplesmente retornas à minha vida. E eu recebo-te, como se nem te esperasse. E eu abro-te a porta, como se alguma vez a tivesse trancado. E nenhum de nós diz nada. E, no entanto, as palavras, essas, continuam cá. A sobrevoar-nos como penas, a morrerem-nos nos lábios, enquanto nos beijamos. Como se nenhum tempo tivesse passado.

E eu sempre gostei de acreditar que, contigo, o tempo não passa. Que as palavras não (nos) chegam. E que a poesia não é lida, e que as prosas românticas não são contadas. Porque nunca nada disso nos bastaria, por tudo o que somos. Por tudo o que continuamos a ser. E quando começo a deixar de acreditar, aí, tu apareces. A rires da mesma forma, com o corpo todo, e a ires abaixo, com tudo o que tens.

E, aí, tu mostras-me que também eu sou o teu porto de abrigo. O teu escape dos medos e da solidão. O teu refúgio de uma realidade que, tantas vezes, parece perder o seu sentido. A tua história irresolúvel e incompreensível, que não desvendas, por estares demasiado ocupado a experienciá-lo. A tua poesia à flor da pele. A tua prosa romântica, cujas linhas são os nossos beijos e os nossos corpos sobre a cama desalinhada.

Não estou apaixonada por ti. Mas não há nada que eu ame mais, do que a obra-prima que somos, quando estamos juntos.

 

A.F.

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ÂNGELO FERNANDES