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NÃO FAZ SENTIDO… E DEPOIS?

24-07-2015 18:54
Estes meus pensamentos conseguem ser realmente teimosos. E não se ficam por aí… Também assumem frequentemente uma faceta um tanto insistente; inconveniente, tornando-se, consequentemente, irritantes.
Lá estou eu, empoleirada no meu canto a sorrir para os vultos que me rodeiam, e eles - meus pensamentos -, altivos, começam a divagar; desviando-me repentinamente para um outro espaço completamente diferente daquele onde estou, naquele momento. E pronto, assim é que começa: encarrego-me arduamente de fazê-los/fazer-me voltar à Terra; de me acordarem - como se procurasse desligar a minha mente, só por um pouco; como se pensar e viver me fossem acontecimentos independentes um do outro... Obviamente que tal tarefa revela-se vã, visto eu, nestes casos, tornar-me como que submissa, escrava impotente dos meus próprios pensamentos, sem quaisquer formas de os conseguir controlar ou subjugar. E, assim, acabo por desistir, simplesmente. Fico apático, quase que sonâmbulo, enquanto me perco neles como se de um barco à deriva num oceano infinito se tratassem - barco esse, sem quaisquer remos ou marés a meu favor. Por fim, quando estes acabam inevitavelmente por se cansarem, volto a cair na realidade. Porém, é como se, a cada vez que tal acontece, um pequeno pedaço de mim ficasse do outro lado. Pelo menos é assim que me sinto sempre… Como se certas partes de mim nem sequer quisessem voltar, desejando, em contrapartida, permanecer naquele lugar onde os meus pensamentos reinam numa ditadura, pondo completamente de lado o sentido, a razão e a realidade de todas as coisas.
 
A.F.
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POR DETRÁS DAS PAREDES

23-07-2015 21:23

Eu tenho um segredo. Quis escondê-lo de ti o máximo possível, mas tu topaste-me logo ao início. Jamais me esquecerei do primeiro dia em que me levaste a tomar café e, do nada, desvendaste-me. Simplesmente assim. Eu! Eu que sempre me revesti de máscaras e muralhas. Eu! Eu que sempre julguei ser um perito no jogo do disfarce de indiferença.

Mas tu olhaste-me a fundo, enquanto eu tagarelava e esboçaste um meio sorriso. Mal nos conhecíamos e, no entanto, num só olhar, tu conseguiste fazê-lo: tu achaste-me. Apanhaste-me em flagrante. E tu disseste apenas: “É esse o teu mecanismo de defesa, não é verdade?”.

E era. Sempre assim o foi. Mas esse era o meu segredo, que, apesar de ser sempre descoberto, levava sempre imenso tempo. Contudo, lá estavas tu, ao meu lado, na mesa de café, a descobrires-me em cada palavra. Em cada movimento, gesto e tom de voz. Estavas a examinar-me e eu nem dei conta, de imediato. Até me teres olhado daquela maneira mais umas quantas vezes, enquanto me dizias: “É nisso que queres que acredite, não é assim?”.

Trouxeste-me ao café, mas deixaste-me num beco sem saída. E eu já só soltava risadas tontas, tão típicas de mim, quando fico sem palavras e encostada à parede. Foste-me às mangas do meu casaco e retiraste de lá todos os meus truques e manhas. E eu já só queria fugir, mas o teu sorriso dizia: “Fica. Não tenhas medo e, por uma vez, fica.”

E eu fiquei. Vacilante e cheia de complexos, mas ainda aqui estou. Assustado com tudo o que conheces de mim, e em tão pouquíssimo tempo. Amedrontado por todos aqueles momentos em que me dispo e me entrego a ti, sem nunca te conseguir esconder o que quer que seja. Como foi possível me teres apanhado tão depressa? Eu! Eu que virei um bicho manhoso - há sei lá quanto tempo -, que só sabe fisgar-se? escapar-se? Mas, contigo, não foi assim. Nem todos os segredos que já guardava há tanto cá dentro te conseguiram escapar. Como foi possível? Eu!

Eu sou um romântico, na verdade. Acredito no amor louco e esventrado, que nos consome e toma posse de nós a cada momento que passa. Mas eu escondo isso. Eu escondo esse meu lado, porque são as pessoas frágeis que se lixam sempre. Porque são essas que passam por fracas, por chorarem em braços e em jardins públicos. Porque são essas que passam por tolas, por confessarem o quanto amam e por gritarem o quanto sofrem. Então, eu escondo todas essas facetas por detrás de uma frieza descomunal; de uma rijeza impiedosa; de uma parede de betão.

Mas tu invadiste-me. Deitaste abaixo quaisquer barreiras que me envolviam o coração. Rebentaste com a fechadura e disseste apenas: “Solta-te. Deixa-te levar. Sente a fundo.” E eu tentei. Ainda hoje eu tento, mas assusta-me. Porque eu já há muito que só conhecia esta realidade de quem não mostra nem metade do que sente. Realidade, essa, de quem se fecha em copas, para que seja quase impossível alguém se aproximar demais e me conheça como eu sou. É estúpido, mas é uma defesa. Uma defesa de quem já se cansou de ser magoada sem qualquer dó nem piedade.

E a culpa não é tua. Mas tu sofres, que eu bem sei. Sofres com os meus afastamentos vacilantes. É a minha cobardia a tomar posse de mim e tu bem sabes. Não é justo, porque são pessoas como tu que deviam ser guardadas. E, no entanto, são pessoas como tu que eu acabo por afastar sempre.

Eu preciso de tempo para também eu me tornar capaz de me descobrir a mim mesmo. Mas sinto que também preciso de ti. E o pior é saber que nunca poderei ter as duas coisas.

 

A.F.

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SERA POSSIVEL

23-07-2015 21:07
 Acreditas que amamos mais as pessoas em certos momentos? – perguntei-te, interrompendo o silêncio, enquanto guiavas o carro seguindo a linha da costa.
 
- Acho que não. – respondeste-me num encolher de ombros, nunca desviando o olhar da estrada de terra batida. –Amar não é por quantias. Não é nem mais nem menos. Simplesmente é. – disseste, ao som das ondas a rebentarem contra as rochas, a única sinfonia de que precisávamos ao longo da viagem.
 
- Talvez nem se trate disso. – desafiei-te, como tanto gostava de fazer – E se, num exacto instante, por mais breve que seja, olhamos para esse alguém e recebamos um vislumbre completamente diferente do que ao que estávamos habituados? Como se fôssemos capazes de captar tudo o que faz dessa pessoa o que é, ao mesmo tempo; num segundo fugaz?
 
Paraste o carro junto ao nosso local habitual, onde a estrada estava cortada há sabe lá quanto tempo. Saíste do veículo já com o típico cigarro aceso, sentando-te sob o capô.
 
- Não tenho a certeza se estou a perceber bem... Explica-te melhor. – pediste-me, expirando o fumo para o ar, enquanto me passavas um cigarro.
 
- Oh, esquece então. – disse-te, encolhendo os ombros. Um hábito teu que se tornara também num hábito meu, sem que eu sequer tivesse notado.
 
- Não, não esqueço! – insististe, encarando-me de frente. – Quero compreender o que te vai na cabeça. – e esboçaste um meio sorriso, tão típico de ti. Tão discreto e, no entanto, capaz de fazer tremer todos os centímetros do meu corpo.
 
Observei-te, naquele exacto momento: os teus olhos castanhos que embebidos com o brilho do sol, parecia que mudavam de cor; mas continuavam tão teus; tão profundos, curiosos e tão capazes de me fazerem perder neles como que um barco que perdeu os remos. E o teu cabelo que nunca tomava um rumo certo, como o oceano que se desenhava à nossa frente. E as tuas mãos... capazes de abarcar o meu mundo e o meu coração inteiro. E depois voltava a mirar os teus olhos, que nunca – por um segundo que fosse – se desencontravam dos meus. E havia qualquer coisa de diferente neles. Como se – naquele exacto momento – se tivessem tornado em completas orbes transparentes; janelas para a tua alma tão genuína, que eu tanto amava conhecer cada vez melhor.
 
- Sei lá – disse-te, rodeando os teus ombros com os meus braços, onde sempre se encaixaram tão perfeitamente -,talvez tenhas razão. Talvez não seja realmente possível amar-te mais do que te amo.
 
Sorriste e beijaste-me desafogadamente, como tanto costumavas fazer sempre que nos cumprimentávamos. E sempre que nos despedíamos. Porém, naquele momento, não estavas a fazer nem uma nem outra, apanhando-me de surpresa.
 
- Eu acho que vai ser sempre possível amar-te mais e mais, a cada dia que passa. – disseste-me, afastando uma madeixa minha de cabelo da frente do meu rosto. – Esta discussão ganhaste tu. – e riste-te para mim.
 
- Não concordo – desafiei-te de novo, beijando-te logo em seguida -, esta ganhámos os dois.
 
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AMAR FOI FODIDO

22-07-2015 18:53
Amar-te foi fodido. Aliás, amar é sempre difícil, afinal de contas.
 
Mas contigo, amar tornou-se nalgo realmente fodido para mim. Trocava-me as voltas todas. Fazia-me perder o juízo por completo. Arrancava-me o sono à noite. Em suma, fodeu-me o sistema todo, de forma a que jamais voltarei a ser a mesma, depois de te ter amado.
 
E eu sempre soube que não ia ser tarefa fácil. Deu logo para notar, quando te conheci a ti e a essa tua maneira conturbada de ser. Sempre foste de tal maneira imprevisível, que nunca cheguei a perceber maior parte daquilo que se passava na tua cabeça. E esse teu jeito de quem não se importa com nada... Irritava-me. E mais que isso: agoniava-me até dizer chega.
 
Ainda hoje não consigo entender como raio é que me fui apaixonar por alguém como tu. Eu, que sempre imaginara um rapaz sensível e doce como caramelo, que me beijasse as feridas – uma a uma – e que me dissesse o quão especial eu era, no dia a dia. E, no entanto, caí por ti. E mais: apaixonei-me de tal maneira, que deixei de me imaginar com quem quer que seja. Tu. Tu tornaste-te no único que eu queria, naquele de quem eu mais precisava. E, por mais mal que me fizesses; por mais voltas e contravoltas que me desses à cabeça e à minha vida, nada parecia fazer-me deixar de te querer.
Amar-te foi fodido, porque foi tal e qual uma montanha-russa. Em dias, elevavas-me aos céus, para noutros, me puxares ao mais ruim dos infernos. E eu passava-me. Passava-me comigo mesma, acerca do porquê de continuar a bater na mesma tecla. “Porque é que teimas em fazer isto a ti própria?”, questionava-me, vezes sem conta, “Tu mereces mais e melhor!”. E, no entanto, eu sempre o soube: eu não queria o melhor. Eu só te queria a ti.
 
Amar-te foi fodido, porque me afastou completamente de mim própria. Nalguns dias, nem me reconhecia mais. Eu, que sempre foi tão independente e senhor de mim, dava por mim a querer ir ao teu encontro, fosse a que horas fossem. Dava por mim a engolir o meu orgulho, só para que tudo ficasse bem. Dava por mim a ir contra o que acreditava, só porque tu valias mais a pena que tudo isso. Foi fodido, porque amar-te passou a importar mais do que me amar a mim mesmo.
 
Amar-te foi fodido. Mais ainda naquelas alturas em que me desiludias. E lá ficava eu em casa, tentando odiar-te ao máximo. E, no entanto, sem eu saber como, dava por mim a amar-te cada vez mais. Julguei estar a enlouquecer. E mais assustador ainda, era aperceber-me do quão longe eu seria capaz de ir por ti. Tentava esquecer-te, por meio de copos e de noites sem fim, mas nada resultava. Foi fodido, porque parecia ser um amor sem cura. Sem razão ou qualquer sentido. E, ao mesmo tempo, batia tudo tão certo, por parecer tudo tão errado.
 
Amar-te foi – mesmo – fodido, por me ter ensinado as coisas mais dolorosas. De que o amor é a soma de duas partes, mas quase nunca por igual. De que o amor é uma luta constante, mas só enquanto ninguém desiste. De que o amor, maior parte das vezes, deixa-nos completamente fodidos de todas as maneiras imagináveis, condenando-os a jamais sermos os mesmos. E de que o amor, por si só, jamais será suficiente.
 
Amar-te foi fodido, por nunca ter sido o bastante para manter-te. E eu amava-te desafogadamente, apesar e acima de qualquer coisa. O mais fodido no meio disto tudo era o tamanho amor que eu sentia por ti. Desmedido, voraz e sem quaisquer limites. Tornou-se naquilo que eu era; naquilo que eu pensava; nas horas todas que por mim passavam. Fui o mais feliz, e o mais triste que podia ser, aquando do teu lado. Não havia intermédio no que tocava a ti. Daí ter sido tão, mas tão fodido. Era amor em toda a sua glória, sem talvezes, sem quases e sem pensar duas vezes. Para ser sincera, nunca antes me havia sentido tão vivo. Mal sabia eu o quanto me estava a matar por dentro.
 
 
as não bastou. Nem tudo aquilo que eu sentia, nem tudo aquilo em que me transformei do teu lado foi o suficiente para manter-te cá. Acho que todos os amores fodidos, como eu gosto de lhes chamar, acabam exactamente da mesma maneira. Sem se perceber nada e sem se estar à espera, perdem-se de nós para sempre, como um assobio ao vento. Ainda esperamos que voltem, sabe-se lá quanto tempo, mas eles não o fazem, por serem fodidos.
 
E nós mais tolos somos, por acreditarmos que amores desses durarão para sempre. Por serem únicos e por nos alterarem a vida por completo. Mas a vida é fodida. E amores desses também, que a fodem mais ainda.
 
A.F.
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QUANDO TE PERDI

22-07-2015 18:39
Quando te perdi, disse a mim mesmo que jamais voltaria a encontrar ninguém que me amasse como tu. Que me olhasse da maneira como me olhavas. Que me fizesse sentir tudo aquilo que senti do teu lado.
 
Quando te perdi, chorei durante 7 dias seguidos. Chorava, sem sequer reparar de imediato. Chorava, por mais que me contivesse. Chorava, porque parecia ser a única maneira de soltar toda a mágoa que continha cá dentro. E quando eu pensava que já se me haviam esgotado todas as lágrimas, eu desatava a chorar outra vez.
 
Quando te perdi, não tive uma boa noite de sono durante 15 dias. Deitava-me sem vontade alguma de acordar, no dia seguinte. Deitava-me, revirava-me na cama, por entre lençóis mais embaraçados que a minha cabeça, e nem pregava olho. Nuvens azuladas desenhavam-se debaixo dos meus olhos cansados, falecidos, sem esperança.
 
Quando te perdi, senti-me perdido de mim mesma. Deparava-me com o meu reflexo e nem me reconhecia. Achei que jamais voltaria a ser eu. E de que me serviria ser eu próprio, se foi exactamente isso que te afastou de mim?
 
Quando te perdi, senti nojo da realidade que me rodeava... completamente desprovido de ti. Disse a mim mesma que jamais me iria conseguir sentir bem daquele jeito. Que jamais voltaria a ser feliz e completo. Que nunca nada voltaria a ser como era. (...)
 
Acabei por descobrir, 60 dias depois, que só um pensamento meu estava certo: tudo seria diferente a partir de agora, sem ti ao meu lado. Mas por entre esses dias, voltei a encontrar-me, num dia qualquer, quase sem notar. Olhei-me ao espelho e sorri para mim, levando a mão à cicatriz que deixaste no meu peito... que ainda batia. Sim, batia, mesmo quando eu já havia começado a pensar que estava morto por dentro.
 
Quando te perdi, perdi-te só a ti. E por muito doloroso que tenha sido, fez-me perceber o quão tenho de me amar mais a mim. Sequei as lágrimas, arrumei num baú tudo aquilo que me fazia lembrar-te e saí à rua. Eu sabia que não ia encontrar-te mais, por entre todos estes caminhos e, pela primeira vez, isso não me assustou, nem me fez chorar. Fez-me, por outro lado, olhar em volta e ver tantas pessoas... Ver que ainda há um mundo por aí à minha espera. Alguém que venha para ficar. Voltei a acreditar em todas aquelas coisas que deixara de acreditar, quando te perdi.
 
Quando te perdi... perdi-me para, depois, me voltar a encontrar.
 
Talvez o meu erro foi esse mesmo... pensar que precisava mesmo de ti para me achar a mim mesma, quando, na verdade, não preciso (mais) da tua ajuda. Eu basto-me. E que sensação libertadora é essa!...
 
A.F.
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VIDA

22-07-2015 01:10

Mas a vida me deu um grande ensinamento. Embora seja difícil admitir hoje que foi apenas um aprendizado como qualquer outro, em todo esse tempo houveram julgamentos, e como qualquer julgamento bem feito, todos são carregados por crenças utópicas de sentimentos empáticos, quando a real é que havendo empatia ou não o meu lado da moeda, nunca será igual ao teu. Jamais saberás o que me motivou para cada decisão tampouco sentirás exactamente o que estou sentindo e vice e versa. Por sermos humanos acreditamos em erros, acertos e consideramos estes como sendo cruciais na vida de qualquer um, mas esquecemos que as bagagens nunca serão as mesmas e no final do trajecto os soldados também não. Perspectivas, expectativas talvez sejam parecidas, mas a bagagem e o sentimento nunca. Carregamos aquilo que vivemos e o que vivemos é único, por isso não deveriam haver julgamentos. O caminho para todos é diferente, mas o destino final ainda acredito ser a felicidade.
Acho que quando a gente assume a felicidade para nossa vida, e que ela é algo que pode ser conquistada e não é simplesmente utópica, tudo fica leve e as vozes não farão barulho, pois estamos seguros de nós mesmos. E segurança resume-se a decisões e levar em sintonia passado, presente e futuro. 
Assim como um bom começo, nem tudo é fácil, mas quando agente assume quem somos hoje, fica um pouco mais fácil. Somos pelo passado..
Somos o presente e independente do tipo de passado construído um dia ele foi presente e neste momento foi sincero. Sinceridade que ajudou-nos a estas mudanças..
Perceber o passado e nossa trajectória como peça fundamental para o presente é aceitar que o futuro poderá ser ainda melhor,mesmo que o futuro seja incerto e cheio de pedras no caminho ainda corremos o risco de cometer os mesmos erros em situações diferentes.. ou até iguais, mas a vida é experiência.

E experiência é torcer para que dê certo, mas ter consciência que podemos errar!

A.F.

 

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ERROS E ACERTOS

22-07-2015 00:57

Já passei por muitas coisas nesta vida 
Hoje mais experiente, mais seguro, 
tive erros e acertos, cai algumas vezes. 
E a vida me levou ate a ti.Entrou em meu 
coração de um jeito lindo e mansinho, o
amor aflora em meu peito, de uma fora mansa
mais avassalador. Enfim minha alma
gémea chegou. Quero dividir meus sorrisos
minhas alegrias, meu amor contigo. O
tempo parou por alguns instantes, quando 
olhei em teus olhos. E me fiz refém. Meu
coração acelerou, minha alma ficou inquieta
meu corpo estremeceu. . Me abri para ti e 
deixei te entrar. Dividi meu mundo interior
minhas, emoções e necessidades do meu coração. 
Fica do meu lado quando quando eu precisar abrir
meu coração. Segure minha mão quando eu me sentir 
um pouco inseguro, me reconforta carinhosamente
quando estiver triste, pois tu me fazes forte.

A.F.

 

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PROCURO

22-07-2015 00:56

Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.O pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida - ao optar pelas atitudes construtivas - você cresce como ser humano e filho dileto de DEUS.
Positivo atrai positivo.
Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direção de suas metas. 
Seja incansavelmente otimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.
É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir.

A.F.

 

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HOJE

22-07-2015 00:55

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.
A.F.

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QUASE.....

22-07-2015 00:50

Quase....................................................

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. 
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. 
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

A.F.

 

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ÂNGELO FERNANDES