Blogue
"WANT TO TAKE A LOOK INSIDE?"
11-08-2015 16:30Durante anos, empenhei-me em construir esta espécie de barreira impermeável à volta do meu coração, impedindo qualquer ser de alcançar o seu interior. Até que tu apareceste; até que tu deitaste todas as muralhas ao chão e aproximaste-te, sem sequer pedir permissão. E nem era preciso. Destranquei as fechaduras e abri-te as portas. Foste o único, após estes anos todos, que teve o privilégio - apesar de não o teres visto como tal - de olhar-me mesmo a fundo. Mas bem, para não começarem a pensar que daqui surgiu uma linda história de amor, digo-vos já que nada teve a haver com isso. Foi mais um daqueles típicos contos em que a rapariga, crente e ingénua, se deixou levar pelas palavras lindas e enganadoras de alguém que nem sabe quem é, ou o que quer. (…) A parte mais engraçada - diga-se de passagem - desta crónica foi o facto de te teres revelado completamente sob os meus olhos. Porque, para além de que, enquanto caías a pique, me arrastavas contigo, depois de cairmos nem te preocupaste em saber se eu estava bem. Sacudiste-me de ti como se eu não fosse nada mais que grãos de terra, e prosseguiste caminho. E lá fiquei, deitada sobre o chão frio, com a poeira a rodear-me por completo. E, sozinha, sem a ajuda de ninguém, tive de sair dali. Agora, estou a recuperar da queda. E de uma coisa te garanto: por ti, não volto a cair outra vez, de certeza absoluta.
Ler maisNEVER LOOK BACK, 'CAUSE THERE'S ALWAYS SOMETHING IN FRONT OF YOU.
10-08-2015 14:46QUERO AGRADECER-TE. SIM, A TI
10-08-2015 14:40Nunca pensei que me fosse conformar tanto com esta realidade, mas até nem foi assim tão difícil. Provavelmente este será um daqueles textos em que vocês, leitores, não perceberão inteiramente a que me refiro - e, porém, talvez até se enquadrem um pouco nisto tudo. (…) A verdade é que se olhar em introspecção para a pessoa que eu era, há um ano atrás, jamais imaginaria que estaria assim, agora, com esta vida; estas pessoas; estas experiências e tudo mais. Por isso é que posso dizer que, de facto, cresci. Eu vivia cegamente com aquele ponto de vista que a minha vida não poderia nunca mudar, senão eu seria incapaz de aceitá-la como minha. Estava enganado. Agora sim, é que sinto que vivo ao máximo e em pleno. Agora sim, sinto-me eu, a todos os momentos. Mas atenção: não estou a culpar ninguém; nem sequer estou a tentar culpar-me. É assim que funciona: acreditamos com todas as certezas do mundo que a vida tem de ser assim, ou nada. Mas não. A vida é tudo, de todas as maneiras e está em constante mudança. E eu adoro isso. Adoro o rumo tão diferente que a minha vida tomou; adoro a pessoa em que me tenho vindo a tornar; adoro tudo por que tenho passado e adoro tudo o que encontrei. Mesmo que, no momento, não me tenha apercebido disso. (…) Ainda me lembro quando todos os caminhos davam ao mesmo. E eu achava que era assim que haveria de ser; que era assim que estava feliz: naquele ciclo horrivelmente repetitivo e completamente vicioso. Agora não!
Agora sei que mudar foi a melhor coisa que nos aconteceu.
A.F.
Ler mais
PARA TODOS VOCÊS, QUE AMAM...
09-08-2015 23:52Queridos leitores apaixonados,
Hoje escrevo para vocês. Isto porque, ultimamente, tenho me deparado com muitos enamorados que por aí andam a fazer as escolhas menos certas... Mas quem sou eu para opinar, quando também eu já fui um de vocês? Mesmo assim, não consigo permanecer em silêncio.
Quando estamos apaixonados, tornamos as coisas mais complicadas do que são e, por vezes, mais bonitas do que aparentam ser. O amor não é fácil. Convençam-se disso e já é meio caminho andando. É uma constante luta pelo “manter”; “perdurar”... Nunca tomar nada como garantia – porque absolutamente nada o é. Promessas de amor eterno são bonitas, sim. Todos gostamos de nos apoiar nelas: nas palavras sorridentes e fáceis, que saiem p'la boca. Querem um conselho? Não se alimentem delas. Não se agarrem a promessas. No final, acabarão por ficar soterrados de coisas não-cumpridas; de frustrações e de desilusões. E ninguém gosta disso, pois não? Bem me parecia.
O amor não são promessas, nem acordos. O amor não é felicidade, nem outra coisa qualquer. O amor é apenas amor, e nada mais. Poupem os adjectivos e usem-nos noutra coisa.
Sempre gostei do amor, em todas as suas formas e plenitudes. Chamem-me romancista se o quiserem, mas eu penso que o amor é mesmo daquelas coisas que dão o sentido à vida. Está em nós e em tudo o que nos envolve. Aquela sensação de simplesmente vermo-nos com alguém do nosso lado, a apoiar-nos e a fazer-nos sentir completos (e confusos) de todas as maneiras... É surreal. É uma maravilha. Quando tal não acontece, então não é amor. Ponto final. Não se iludam.
Se dura para sempre? Não garanto. Mas enquanto dura... Devemos vivê-lo. Viver tudo. As discussões estúpidas, os ciúmes comichosos, os actos calorosos, os choros desalmados, os períodos teimosos de confusão e angústia... Tudo! O amor não é inteiramente feito de borboletas cor-de-rosa, mas também de tempestades. O modo como as ultrapassamos é que o constrói... Não são aqueles momentos bonitinhos e fáceis de mão dada e sorriso no rosto, em que amar torna-se fácil. Não amar apenas o simples, mas também o defeito – princípio essencial. Se para amarem determinada pessoa, têm de retocá-la, então isso nem é amar... É uma outra coisa qualquer, que nem sei.
Um dia perguntaram-me: “E quando a pessoa nos magoa... Não nos ama?”. Claro que ama, mas ninguém é perfeito. As pessoas magoam-se umas às outras: faz parte da condição humana! Sad, but true. Agora, o quanto vocês aguentam e superam parte de vocês mesmos e do amor que sentem... Depois existem aqueles casos em que magoam, porque não amam, ou porque nem chegaram a amar... Mas penso que, nesses casos, simplesmente sabemos, não é? Pelo menos eu consigo detectar bem quando já não sou amado. Os sinais estão lá todos. O amor é cego? Erro! Lembrem-se: nada de adjectivos. Agora... Talvez vocês é que sejam os cegos. Mas isso já nada tem a haver com o amor.
Para terminar, entrego-vos um conselho: se amam, agarrem e não deixem escapar até terem esgotado as forças e as razões. Amar é dar a mão; dançar à chuva... E é largá-la e partir, quando chega a altura de parar. Como saber? (...)
Sente-se, apenas. É tudo à base disso. No amor não se sabe nada... Não existem quaisquer certezas. Apenas... Sente-se. E, no fundo, isso basta. O amor não é para se perceber. Mas vá, podem tentar. Eu falo assim, como se muito soubesse, mas não sei. O amor continua a surpreender-me todos os dias. E eu adoro isso; esse seu jeito tão inconveniente. Aliás, não o quereria doutra forma.
E jamais… Nunca deixem de amar, aconteça o que acontecer.
A.F.
Ler maisPENSO.....
09-08-2015 23:51Penso que, ultimamente, tenho (re)aprendido imensas lições que há muito esquecera… Como, por exemplo, agarrar-me unicamente àquilo que tenho realmente, nunca me deixando (des)iludir por aquilo que poderia vir a ter… Foi esse um dos enormes erros que cometi, nos últimos tempos. Obviamente que não estou a dizer que não devemos lutar pelos nossos sonhos - jamais o diria -, contudo, em certas situações, temos de saber quando havemos de parar de fazê-lo: ao estarmos demasiado feridos de todas as maneiras para sequer conseguirmos continuar em frente. (…) "Nunca desistir"? Recentemente apercebi-me de que já nem se tratava disso mais. Era simplesmente eu, a forçar e a investir nalgo que não me era (mais) alcançável, teimosamente nadando contra a corrente, constantemente correndo o risco de me afogar.
Cansei-me… E agora parto numa nova jornada, trazendo comigo tudo aquilo que tenho, e nada mais. E, pensando bem, isso basta-me. Estas pessoas que me rodeiam e que tanto me apoiam e adoram por tudo aquilo que sou e anseio; estas circunstâncias felizes e estáveis que me abarcam, no dia-a-dia e o meu lar que tanto me conforta e integra… São tudo o que preciso, neste momento.
E assim serei feliz.
A.F.
Ler mais
ESTRANHOS. AMANTES. ESTRANHOS.
07-08-2015 23:50ANTES SER NADA, QUE UMA MERA OPÇÃO.
07-08-2015 00:36JUNTO A VARANDA
07-08-2015 00:28Junto à varanda, observo a noite a chegar. E à medida que a escuridão se vai assolando sobre mim, e enquanto os meus olhos vão deixando de ver o que há à minha volta, sinto-me a voltar àqueles tempos que julgara esquecidos. Voltei àquela avenida onde te roubei o nosso primeiro beijo, debaixo da chuva. Voltei àquela noite que passámos a mirar as estrelas cadentes, enquanto pedíamos desejos de um para sempre para nós. Voltei àquele dia quando me disseste que me amavas pela primeira vez. Voltei àquela tempestade que nos fez perder um do outro; e de todas as promessas que fizéramos a dois. Voltei àquela tarde em que me disseste para te esquecer de vez. Voltei àquela festa em que me confessaste querer tentar de novo. Voltei às nossas tentativas falhadas; às nossas discussões sem nexo, e ao nosso último “adeus” mudo.
Começo a pensar que, talvez, poderia ter-te dado mais de mim. Podia ter-te agarrado com mais força. Aliás, ambos poderíamos ter feito isso, se não tivéssemos sido tão crianças e tão egoístas. Foi o teu medo assolador; a tua falta de paciência e de vontade, misturados com o meu orgulho e com a minha incompreensão, que levaram ao nosso derradeiro fim. Eu falava demais; tu falavas de menos – e foi aí mesmo que falhámos. Mas também, porque é que estou a pensar tanto nisto, se já lá vai o tempo em que algo poderia ter sido feito por nós?
Eu digo-te o porquê: porque o coração não tem um interruptor “on/off”, para ligar ou desligar aquilo que se sente. E porque quando penso que já te esqueci por completo, perco-me em lembranças de momentos nossos, como que um barco sem remos. E porque quando penso que já segui em frente, tu cruzas-te no meu caminho e fazes-me querer recuar. E também porque foste o único amor que conheci... E como é que alguém se esquece de algo assim, tão facilmente?
Choro em segredo, enquanto continuo perdido por entre tempos que julgara esquecidos. Choro, enquanto os vejo passar de frente aos meus olhos, como um filme a que nem posso chegar. Choro, enquanto recordo – por ser a única maneira de voltar a viver tudo outra vez. Mas eu não estou a fazê-lo de todo. Aliás, estou a matar-me, mais do que qualquer outra coisa.
Acabo por enxugar as lágrimas e sinto-me a sorrir no escuro. Acabo por me aperceber de que o que tivemos foi tão real. Foi amor – desde o primeiro beijo, à última despedida; desde o derradeiro “amo-te”, até ao “sai da minha vida”. Fomos tão bons juntos, como uma montanha-russa, como uma tempestade e como uma bonança – tudo ao mesmo tempo. Foi tão real e fomos os melhores que conseguimos ser - mesmo que não tenha sido o suficiente.
Não tivemos o nosso final feliz, mas eu também nunca acreditei neles, em primeiro lugar. Um fim é um fim, não é verdade? Simplesmente acontecemos e terminámos, como tudo na vida. E, no entanto, sei que para sempre seremos eternos, naqueles tempos que julgara esquecidos. Sei que para sempre te terei lá, e para sempre te guardarei comigo, apesar de tudo.
Levanto-me e decido enterrar-te no fundo do meu coração. Ainda tenho mais espaço, pensei, enquanto sorria. Talvez um dia haverá alguém capaz de me encher o peito por completo.
A.F.
Ler maisOLHA PARA MIM... TU É QUE PERDESTE.
04-08-2015 21:32Olha para mim. Vês como estou feliz? E, pela primeira vez na minha vida, tu não és o causador disso mesmo. Engraçado, não é? Como, outrora, eras tu a razão intrínseca do meu sorriso. O motivo único do meu desespero. O rio de onde provinham as minhas lágrimas. Os dias todos do meu calendário.
Agora? Agora és Passado. Pela primeira vez, em tantos anos, não passas disso mesmo: um tempo que já lá foi, para não voltar mais a ser conjugado. Um assobio mudo que por entre o vento se perdeu. Vento esse, que tanto nos despenteava, naquelas nossas tardes invernosas que passávamos os dois a sós.
Olha para mim. Vê como estou feliz. Vê o bem todo que ele me faz e traz: o nada e o tudo de que jamais foste capaz. Apesar de todas as oportunidades e de todo o tempo que te dei. Apesar de todo o significado e de todo o amor que te entreguei nas mãos, em tempos. Para onde levavas o tudo que eu te dava? Nunca o trazias contigo quando vinhas ao meu encontro. Vinhas sempre sem nada, nem sequer com uma desculpa que fosse. E eu nunca soube. Nunca soube sequer onde deixaras a chave do meu coração que eu te entregara, há tantas eras. Mas agora está na hora de tu saberes uma coisa: mudei de fechadura e essa tua chave já não serve de nada.
É incrível, não é? Em tempos, esperei por ti até se me esgotar tudo e mais alguma coisa. Esperei por ti, mesmo quando me mandavas embora. Esperei por ti, à chuva, ao vento e ao frio, despido de tudo, longe de tudo – de ti, de mim mesmo e do Mundo. Amar-te foi como viver numa estação de comboio: em que só vivia em espera e em esperança que chegasses. E tu chegavas, sempre com as típicas juras de amor eterno. Para partires, de novo. Finalmente me apercebi que mereço mais que isso. E já não era sem tempo.
Eu estou feliz. E espero que o sejas também. Espero mesmo. Mas acredita que tenho pena. Tenho pena, porque tenho a certeza que mais ninguém te conseguirá fazer feliz como eu seria capaz. Mas tu nunca me deixaste entrar; e acredita: que muito bati à tua porta. Agora, aí te encontras: deixado no silêncio, nessa casa deserta, onde nem o bater do teu coração se faz sentir. E é pena. Porque eu sempre estive disposta a juntar todos os seus pedacinhos. A curar as suas feridas. Levasse o tempo que me levasse. Até isso estive disposta a dar-te: o meu tempo. Esse, que tanto te dei; esse, que jamais terei de volta.
Olha para mim. Olha uma última vez e só por um momento. Estou a acenar-te um “Adeus” mudo e a fechar-te infinitamente o meu coração. Esse, que batia e soletrava o teu nome de cor e salteado. E que, agora, tem outra música. E esta, desta vez, é-me correspondida, como a tua nunca foi. E é pena. Podíamos ter chegado tão longe, mas a tua falta de vontade, de paciência e de coragem impediu-nos de continuar a história que podia ter sido a mais bela das nossas vidas. (...) Tu é que perdeste.
Mas só queria que soubesses: que estou feliz e que espero que também o sejas. E que nunca desistas dos teus sonhos, como desististe de nós, como desististe de mim, como desististe de ti mesmo. Que pares de te esconder por detrás dessa máscara, que tanto achas que te protege. Mas não te protege de nada. (...) Tinhas tanto medo que o nosso Amor te destruísse... Mas a solidão é que será o teu fim.
(...) Estás a ouvir isto? Não estás, pois não? Este é o meu silêncio: a única coisa que deixo para trás, na tua vida, onde não mais pertenço. Porque já me levaste mais do que merecias de mim. Adeus.
A.F.
Ler mais














































